8 de abril de 2012

Entre pó, pasta e líquido...

Maximizadores de aderência, para os íntimos grips. São substâncias que tem como objetivo aumentar o seu atrito com a barra, possuem propriedades antitranspirantes.
Você provavelmente encontrará vários algum na bolsa de qualquer dançarino de pole. Ainda mais com essa triste vida que é fazer pole nos trópicos, especialmente no Rio de Janeiro.
Existem alguns pontos que devem ser considerados ao escolher qual o melhor grip para você. Não existe grip que funcione para todos, cada corpo é diferente e se comporta de maneira diferente, portanto a melhor maneira de achar o seu é testando um por um.
Importante ao escolher qual será o grip usado no dia considerar o clima, por exemplo em dias frios, com a barra gelada, a pele pode ficar tão seca que não consegue aderir a barra, nesses casos, o melhor é usar os grips que sejam mais "colantes", em dias muito úmidos, alguns deles liquificam, fazendo com que você imediatamente acabe no chão.

A maioria dos grips é importada, assim como uns 95% de tudo de pole aqui no Brasil, porém existe a Progrip Brazil, os produtos são bons, exceto pela sofrível identidade visual. Outra opção de fácil acesso é comprar pelo Elemento Pole, os preços não são dos melhores, mas lá você encontra Itac2 e X-grip. 

Começarei pelo mais conhecido, o famosíssimo Mighty Grip. É um pó branco e sem odor, que ao ser aplicado no corpo é ativado pelo calor produzindo uma superfície aderente, não deixa marcas nem resíduo no pole. Infelizmente, para mim uma aplicação dura muito pouco, ainda que segundo o fabricante a aderência dure por muito tempo, em no máximo um minuto lá estou eu novamente virando o potinho na mão. O X-grip é a mesma coisa com outro nome, ou seja, não uso, nem recomendo nenhum dos dois.
Outras opção em pó que usei foi o Master da Progrip, não gostei também, faz muita bagunça. Acho que pós em geral não funcionam para mim.

Em creme, uso o Extreme e o Basic da Progrip, gosto de ambos. A principal diferença entre eles é a quantidade de maximizador de aderência, quando uso o Basic ainda consigo arriscar alguns giros, já usando o Extreme é impossível girar. Não costumo suar muito nas mãos, normalmente uso grip nas mãos só por segurança mesmo, minhas alunas e conhecidas que suam nas mãos costumam gostar muito do Extreme. Eu acho que o Basic já cumpre bem o papel para minhas mãos. Já no corpo, bem, gosto de usar o Extreme, mas não é muito a função dele, então fico toda manchada de grip, funciona muito bem para treinar mas nem um pouco para apresentações.
Minha professora costumava usar o Prince Grip, nas minhas lembranças ele era maravilhoso, mas gostaria de testá-lo novamente.

Gosto muito do Itac2, que é uma cera, excelente mesmo para dias quentes e úmidos, porém dependendo do dia ele pode liquificar, o que é um risco, mas isso só costuma acontecer em dias muito abafados. A grande inconveniência do Itac2 é que ele suja tudo, o pole fica todo aderente, tem dia que só com esfoliante consigo tirá-lo do corpo.
Itac2 tem diferentes níveis de aderência level 2 (ajudinha discreta) e level 4 (quase super bonder). Não gosto de usá-los nas mãos, tem em mim efeito contrário, começo a escorregar. No corpo, ele funciona super bem. Gosto de passá-lo usando uma toalha e em lugares estratégicos, ou seja, sem banho de grip. Ele é invisível, o que o torna adequado para performances.

Agora, meu amado Dry Hands. É um liquido com alguma viscosidade, sem odor. Uso só umas gotinhas e dura bastante. Deixa algum resíduo no pole, mas nada se comparado com o Itac2. Ele dura muito, funciona super bem e é praticamente invisível no corpo. Resultado, amor pra vida inteira.

Essas foram as minhas experiências pessoais com grips, meu conselho sincero: teste todos. 

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